CURSO DE ALARMES, CERCAS ELÉTRICAS E BARREIRAS ELETRÔNICAS

CURSO DE ALARMES, CERCAS ELÉTRICAS E BARREIRAS ELETRÔNICAS

Artigos

Técnicas para Soldagem

Soldagem é a técnica de reunir duas ou mais partes constitutivas de um todo, assegurando entre elas a continuidade do material e em conseqüência suas características mecânicas e químicas. Outras operações com o mesmo fim não asseguram esta continuidade geométrica, caso da rebitagem, parafusagem, química ou colagem.
Essa técnica ou conjunto de técnicas aplica-se em diversos materiais de construção: o vidro, os plásticos, etc. Nossa atenção, focalizará especificamente nos metais, suas ligas e ainda no ferro e suas ligas. Nesse sentido, a soldagem se classifica entre os métodos de conformação dos metais completando a série de processos de conformação metalúrgicos (fundição, laminação, forjamento, extrusão, trefilação, sintetização de pó) e mecânicos (usinagem).
A palavra solda designa o resultado da operação, ex. cordão de solda.
A história da soldagem mostra que desde as mais remotas épocas, muitos artefatos já eram confeccionados utilizando recursos de brasagem, a mais antiga notícia que se tem sobre a soldagem, remontam à soldagem por forjamento da ?espada de Damasco? (1300AC) e, ao uso de uma espécie de maçarico soprado pela boca usando álcool ou óleo como combustível que os egípcios usavam para fundir e soldar bronze, técnica legada aos gregos e romanos.
A arqueologia tem revelado obras metálicas, soldadas de difícil explicação operacional, tendo em vista as parcas disponibilidades técnicas daquele tempo: é o caso dos pilares de ferro de 20m de altura e 40cm de diâmetro descobertos na cidade de Delhi, com trabalho em soldagem por forjamento, contemporâneo em Cristo.
A técnica da moderna soldagem começou a ser moldada a partir da descoberta do arco elétrico, bem como também a sintetização do gás Acetileno no século passado, o que permitiu que se iniciassem alguns processos de fabricação de peças, utilizando estes novos recursos.
Com o advento da Primeira Guerra Mundial, a técnica da soldagem começou a ser mais utilizada nos processos de fabricação, a Segunda Guerra Mundial imprimiu grande impulso na tecnologia de soldagem, desenvolvendo novos processos e aperfeiçoando os já existentes.
Para soldar é preciso:calor e (ou) pressão; Com o calor a continuidade da massa se estabelece por fusão a partir do estado líquido e com a pressão tem-se o forjamento localizado. Estima-se que hoje em dia estão sendo utilizados mais de 70 processos de soldagem a nível mundial, sendo este um número dinâmico, pois vários outros processos estão em desenvolvimento ha nível de pesquisa e projetando para breve novas alterações no mercado de soldagem.
Isto implica em grandes controvérsias na classificação dos processos, não havendo uma classificação universalmente aceita para os mesmos, mesmo assim podemos fazer uma divisão em famílias, envolvendo o fenômeno físico e utilizando para as subdivisões a forma de energia empregada no processo.

A divisão dos processos portanto será realizada em três grandes famílias:
a)Soldagem por fusão (fases líquida-líquida)
b)Soldagem por pressão (fases sólida-sólida)
c)Brasagem (fases sólida-líquida)
É muito complexo comparar as aplicações dos diferentes processos a arco voltaico, eles podem variar desde a soldagem manual com eletrodos revestidos até a soldagem automática, que inclui os processos de arco protegido por gás (TIG,MIG, e plasma), o processo a arco submerso e o a eletro-escória.
No caso dos processos regados a gás a soldagem pode ser feita em espessuras de até 6mm , num único passe.
No entanto, existem processos mais modernos que permitem a expansão do campo de aplicações. O avanço destes processos é a maior focalização da energia de soldagem.
Destacam-se aqui os processos de soldagem com LASER-CO2 e com feixe eletrônico, que não utilizam arco voltaico.
Para uma ampliação da abrangência dos campos de uso da soldagem a arco, pode-se recorrer aos arcos pulsantes. Este sistema é uma combinação de alta e baixa potência, para induzir ciclos diferentes de fusão e solidificação da poça de fusão, como no processo TIG, ou para controlar a passagem de material de adição, como no processo MIG/MAG.
A técnica da pulsação conduz a um processo mais estável, de penetração com reprodutibilidade, especialmente sob condições térmicas adversas, como no caso de juntas dissimilares (soldagem de materiais diferentes ou com espessuras diferentes). Não só a geometria da solda é melhorada, mas à tolerância operacional, que permite que as dimensões da poça de fusão permaneçam estáveis dentro de um campo amplo de correntes.
A corrente que alimenta o arco elétrico provem de uma fonte geradora, podendo ser corrente contínua ou corrente alternada. Os aparelhos que servem de fonte dividem-se em três categorias:
Máquinas de corrente contínua: grupos rotativos, grupos eletrógenos, retificadores.
Máquinas de corrente alternada: transformadores e conversores de freqüência.
Máquinas mistas: transformadores/retificadores.

Vantagens da corrente alternada
a.A corrente alternada não é sensível ao fenômeno do sopro magnético (fenômeno do desvio do arco devido a campos magnéticos que atravessam a peça).
b.Maior velocidade de solda (devido possivelmente à inversão do sentido da corrente a todo instante).
c.As máquinas de soldagem em corrente alternada são de menor tamanho, custo e peso que as de corrente contínua, além de exigirem menor manutenção.
d.Menor consumo de energia (?= 0.8 no transformador; 0.5 no gerador e 0.6 no retificador).
e.Maior refinamento no metal depositado, devido agitação do banho de fusão.

Vantagens da corrente contínua
a.Permite utilização de eletrodo com elementos pouco ionizantes no revestimento. Melhor uso de eletrodos para ferro fundidos e aços inoxidáveis.
b.Mais recomendado para a soldagem de chapas finas e soldagem fora da posição.
c.A mudança de polaridade permite modificar certas características do depósito, como por exemplo a penetração.
d.A corrente contínua é independente de circuitos elétricos, pois pode ser gerada pelos grupos eletrógenos.
O equipamento básico de proteção para o soldador é composto de luvas, avental, casaco ou jaleco, mangas e polainas. Esse equipamento é utilizado para proteger o corpo contra radiações ou faíscas provocadas por soldagem ou corte.
Outra parte importante do equipamento de proteção individual são os capacetes e máscaras ou escudos. As máscaras ou escudos são indispensáveis, não só para o soldador mas também para os que trabalham como auxiliares nas operações de montagem de peças. Os capacetes e máscaras ou escudos protegem o rosto, pescoço e olhos contra as radiações emitidas durante o processo de soldagem.